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NENNA é artista brasileiro que explora as múltiplas linguagens da arte contemporânea. Considerado o precursor dessas práticas na arte produzida na sua região natal, realizou seu primeiro trabalho com a intervenção urbana ‘O Estilingue’, em 1970, época em que o Brasil vivia sob rigorosa vigilância da ditadura militar implantada em 1964. Toda sua produção posterior se caracteriza por uma reflexão filosófica que transita com desenvoltura através de diversos procedimentos, como o desenho, a pintura, a música, o vídeo, as performances e instalações.

Nenna [nascido Atilio Gomes Ferreira, em 2 de agosto de 1951, na cidade de Vitória, ES] estudou no Centro de Artes da Universidade Federal do Espírito Santo, onde contou com o estímulo do escultor Maurício Salgueiro, que foi importante na sustentação de suas ideias e conceitos considerados ousados para a instituição naquela época. Em 1971 recebeu o prêmio principal do ‘I Salão de Alunos e Ex-alunos’, conquistado com uma cópia em Xerox [tecnologia recente na época] da própria ficha de inscrição preenchida para o evento.

Em 1973 passa temporada em New York, onde convive com o artista brasileiro Hélio Oiticica e o ambiente de contracultura. Tem contato com a tecnologia de vídeo, realizando pequenos ensaios.

No Brasil, em 1976, obtém reconhecimento nacional ao participar da mostra ‘Brasil 1970-75 – Arte Agora’ com curadoria de Roberto Pontual no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, onde apresenta seus ‘Embrulhos Transparentes’. No Espírito Santo, realiza a mostra ‘Taru’ em 1979, instalação dedicada ao ‘tempo’.

No início dos anos 80, residindo no Rio de Janeiro, inicia a série ‘Pinturas Cariocas’, apresentada na mostra ‘Novos Cariocas’ no Centro Cultural Cândido Mendes com curadoria de Marcus Lontra e em 1983 realiza uma exposição individual no Parque de Esculturas da Catacumba – em evento produzido pela RioArte.

De volta ao Espírito Santo, publica o livro ‘Vereda Tropicália’ e continua a série de pinturas iniciada na capital carioca. Em 1993 realiza a instalação ‘Vydeo’ na Galeria Homero Massena, em Vitória. No ano seguinte faz uma viagem à Amazônia com o escultor Frans Krajcberg, registrando em imagens e no diário ‘Incandescente’, os desafios de sustentação da floresta.

Em 2003, realiza a mostra ‘Chega de Saudade’ com suas últimas pinturas, no ‘Museu de Arte do Espírito Santo’. Publica o catálogo com o resumo de sua obra, além do áudio visual ‘Vydeo’ e o cd musical ‘Nenna’, realizado em colaboração com os principais músicos do Espírito Santo.

Em 2005 é convidado para apresentar a instalação ‘Brasil’ na galeria Homero Massena. Em 2010 é convidado especial para abrir a mostra internacional de performances ‘Trampolim_’, em Vitória, onde apresenta o trabalho inédito ‘Bandeira’.

Em 2012 realiza uma grande exposição individual, ocupando o MAES – Museu de Arte do Espírito Santo Dionísio Del Santo e a Galeria Homero Massena, onde apresenta uma série de trabalhos inéditos composta por oito ‘Meditações Extravagantes’, com curadoria de Almerinda da Silva Lopes.